Numa daquelas minhas decisões de ser mais essencial, otem e depois de muitas horas de estudo, leitura e filmes, resolvi escolher pelas coisas úteis.
Tentei perceber então o que me era absolutamente desnecessário.
Tudo aquilo de que me ia lembrando era
imensamente necessário. O anel de prata que trouxe da India, o antiolheiras da Mac, e “
Assim falou Zaratustra”.
Moon Safari, Beethoven e a mala Chanel. O verniz preto e o Blackberry. Tudo faz parte de uma existência que não pode deixar de ser. Principalmente agora. E ao contemplar os dias sem estas coisas senti-me invadida por uma insatisfação.
Perguntei-me porque é que tinha de escolher pelas coisas úteis? Porque é que tinha de escolher, de todo?
Na verdade, escolher é provavelmente a tarefa mais complicada que me podia dar a mim própria. As coisas acabaram sempre por acontecer. Boas ou más.
Ao cabo do dia sou uma sobreposição de coisas fúteis, ideias, estudo e concentração. A viagem...vai acontecendo.