Lisboa volta a receber o Festival Mundial de Magia de Rua. Os espectáculos podem ser vistos pelo o Rossio, pelos largos de Camões, do Chiado, 1º de Dezembro e de São Domingos, pelas ruas Augusta e Garrett e pelas praças da Figueira e do Teatro São Carlos.
Este ano não vou poder lá estar.
A verdade é que a
magia de rua tem um efeito em mim no mínimo estranho. As cores das roupas, as plavras que pretendem cativar, os truques absolutamente previsíveis....mas acima de tudo as vidas daqueles que protagonisam a magia de rua. Acima de tudo essas vidas.
Apesar de tudo, e em minha desnessária opinião e sem qualquer interesse para muitos, talvez todos, acho que falar-se em magia de rua é incorrecto. Deve ao invés falar-se em mágica de rua.
A magia é a ciência dos Magos. Os Magos estudam os segredos da natureza e a sua relação com o homem. Teorizam sobre o faculdades espirituais e ocultas do homem até ao dominio total sobre si e sobre a natureza.
A mágica ou ilusionismo por seu turno é uma arte, menor, em minha desnessária opinião e sem qualquer interesse para muitos, talvez todos. A arte de entreter e criar ilusões que pretenciosamente supõem surpreender.
Pergunto-me o que levará uma pessoa a querer ser técnico de mágica,
aka ilusionista. Viver uma vida de penúria quase constante em pleno século XXI, onde abundam filmes de terror, bruxarias e esoterismos. Onde há uma Linda Reis e uma Maya e convenções anuais de
bruxos e
bruxarias anfitriadas em paróquias católicas.
As pessoas, em geral, já têm tanto de ilusão com que se entreter....
Ainda assim, prefiro mil ilusionistas de vestes ridículas e vidas complicadas a 5 minutos de Linda Reis ou Maya, bruxos, esoterismos ou filmes de terror.
Porque o que de interessante há na vida está sempre na vidas daqueles que não compreendemos.